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Renamo pede sessão urgente do parlamento sobre Dívidas Ocultas e ataques

A Resistência Nacional moçambicana (Renamo), maior partido da oposição, pediu a convocação de uma sessão urgente do parlamento para o Governo prestar esclarecimentos sobre as dívidas ocultas e a violência no Norte do país.

“É urgente que o Governo vá à casa do povo explicar-se”, disse José Manteigas, porta-voz da Renamo, hoje, em conferência de imprensa, na sede nacional do partido, em Maputo.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, tem sido referenciado no julgamento das dívidas ocultas, em Nova Iorque, por alegadamente ter recebido um milhão de dólares da Privinvest para a sua campanha presidencial de 2014.

O seu antecessor, Armando Guebuza, e a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) também surgiram em testemunhos e documentos de transferências do estaleiro naval acusado de corrupção para montar empresas marítimas e contrair dívidas ocultas, garantidas pelo Estado moçambicano, no valor de 2,2 mil milhões de dólares, entre 2013 e 2014.

A Frelimo tem referido que se pronunciará, se oportuno, e que o chefe de Estado e presidente do partido “nunca recebeu subornos”.

Para a Renamo é urgente que o Governo vá ao parlamento pois “está em causa o bom nome do país e a credibilidade do Presidente da República que vem sendo citado nas declarações”, acrescentou.

Além das dívidas ocultas, a bancada quer respostas face à situação de insegurança no Norte do país.

O maior partido da oposição exigiu que o Governo “explique aos moçambicanos” os contornos da violência em Cabo Delgado e apresente a “correspondente solução”, concluiu o porta-voz.

A região Norte do país vê-se a braços com ataques de grupos armados desde outubro de 2017, após anos de conflitos latentes entre muçulmanos de diferentes origens, com a violência a nascer em mesquitas radicalizadas.

Pelo menos 300 pessoas já morreram, segundo números oficiais e da população, e 60.000 residentes foram afetados, muitos obrigados a deslocar-se para outros locais em busca de segurança, segundo as Nações Unidas.

Numa ação concertada com petrolíferas que ali constroem os maiores megaprojetos de gás natural de África, o Governo tem intensificado a resposta militar com apoio logístico da Rússia, mas os ataques continuam e estão a perturbar as obras na península de Afungi.

As sessões plenárias regulares do parlamento devem ser retomadas no próximo ano, após a posse dos novos deputados a 15 de outubro, mas a Renamo pede uma sessão urgente.

“É prática que a presidente da Assembleia da República responda de forma célere às solicitações das bancas parlamentares”, referiu José Manteigas.

Uma vez que o pedido da Renamo foi feito na quarta-feira, o partido aguarda que Verónica Macamo “muito brevemente se pronuncie publicamente”.

 

Fonte: Lusa

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